O Exemplo da Índia — Um país que educa para o futuro

A história mostra que momentos históricos de alto desenvolvimento industrial e tecnológico são certamente precedidos por um grande desenvolvimento educacional; são frutos de políticas educacionais bem sucedidas.

O recente desenvolvimento da Índia nas áreas de computação, telecomunicações, farmácia, entre outras não é diferente; é resultado claro de um esforço de democratização ao acesso à educação formal nos últimos 30 anos.

Fachada do Indian Institute of Technology em Kharagpur, Bihar.
Prédio do Indian Institute of Technology em Kharagpur, Bengala Ocidental.

Entretanto, o desenvolvimento educacional do país está longe da plenitude e universalidade; existem grandes discrepâncias entre estados, populações de áreas rurais e urbanas e, principalmente, entre estratos sociais; bastante parecido com o que temos aqui no Brasil, mas com sete a oito vezes mais pessoas (a Índia ainda enfrenta um sério problema de registro dos indivíduos; em 2000, apenas 56% dos recém-nascidos eram registrados. Nos anos anteriores a isso, a proporção de nascimentos registrados era muito menor. Embora tenha aumentado desde então, mesmo em 2017, pelo menos 15% dos nascimentos não foram registrados. A população é estimada em 1,3bi), em menos da metade do espaço físico.

No início

Durante toda a antiguidade, até o século 19, a Índia (por mais que ainda não a fosse) se desenvolveu tecnologicamente através de um sistema educacional peculiar, chamado Gurukula. Por todo o subcontinente indiano onde se desenvolveu o hinduísmo, as figuras conhecidas como gurus eram os detentores da sabedoria e responsáveis por todas as atividades de ensino dessas sociedades.

Representação artística do pátio de um Gurukul, autor desconhecido.
Representação artística do pátio de um Gurukul, autor desconhecido.

Qualquer pessoa que desejasse estudar ia à casa de um professor (Guru) e pedia para ser ensinada. Se aceita como aluna , a pessoa passava, então, a viver na casa do guru e ajudar em todas as atividades da casa. Isso não apenas criava um forte vínculo entre o professor e o aluno, mas também ensinava ao aluno tudo sobre como administrar uma casa.

O guru ensinava tudo que a criança quisesse aprender, do sânscrito às sagradas escrituras e da matemática à metafísica. O aluno ficava, então o tempo que desejasse ou até que o guru sentisse que havia ensinado tudo o que podia ensinar àquela pessoa.

Tempos modernos

O sistema escolar moderno junto ao ensino obrigatório da língua inglesa foram trazidos para a Índia por Lord Thomas Babington Macaulay, um inglês, na década de 1830. O currículo limitava-se a disciplinas “modernas”, como ciências e matemática, e disciplinas como metafísica e filosofia eram consideradas desnecessárias. O ensino confinado às salas de aula era muito diferente do ensino holístico e naturalista que o povo Hindu conhecia, assim como a relação entre o professor e o aluno criada nos gurukula. Dessa forma, os gurukula sobreviveram em várias regiões até meados do século 20.

Veja o Anexo I, ao final deste artigo, para entender melhor o sistema educacional atual indiano.

Novas políticas educacionais

Após a independência e unificação da Índia, em 1947, a educação universal e obrigatória para todas as crianças na faixa etária de 6 a 14 anos era um sonho do novo governo da República da Índia. Isso é evidenciado pelo fato de que foi incorporada como uma política diretiva no artigo 45 da Constituição.
No final da década de 1980 o país ainda flutuava num mar de subdesenvolvimento socioeconômico, sim. Mas, o barateamento de computadores veio muito a calhar para esse bilhão de pessoas, todas ao menos bilíngues e com extrema afinidade para lógica e matemática, que facilmente se adaptaram às linguagens de programação existentes e logo começaram a desenvolver suas próprias soluções.

A área acadêmica prontamente reconheceu o potencial e começou a buscar recursos junto ao governo e apresentar propostas para a disseminação do ensino das novas tecnologias.

A pressão por crescimento econômico e a aguda escassez de mão de obra qualificada e treinada para tal certamente desempenharam um papel fundamental para que esse passo fosse dado. Entretanto, os gastos do Governo da Índia com educação escolar nos últimos anos ainda representam cerca de 3% do PIB, o que é reconhecido como muito baixo (informação de 2011).

Mas, o objetivo da educação plena da população ainda permanece distante, mais de meio século depois da independência. No entanto, no passado recente, o governo parece ter tomado nota desse lapso e fez da educação primária um direito fundamental de todo cidadão indiano, em 2010.

Alunos do 11º e 12º ciclo da educação básica em aula de informática da escola secundária na vila de Ramanagaram, a 60 km de Bangalore.
Imagem obtida em de www.wimklerkx.nl sob licença Creative Commons. Os direitos autorais permanecem com o autor: Wim Klerkx, mail@wimklerkx.nl IT63-7: (Ramanagaram, estado de Karnataka, Índia, 7 de agosto de 2001)

Na imagem ao lado, alunos do 11º e 12º ciclo da educação básica em aula de informática da escola secundária na vila de Ramanagaram, a 60 km de Bangalore. A sala de informática foi equipada em março de 2001, durante um projeto no o qual o estado de Karnataka equipou 1000 escolas secundárias com salas de informática.

Enfim, desenvolvimento

No início dos anos 90, o governo também percebeu que o investimento em infraestrutura para desenvolvimento de uma indústria de software era mínimo comparado àquele necessário para o desenvolvimento de indústrias de manufatura, uma vez que a Índia tinha de sobra a “matéria-prima” para o desenvolvimento de software: cérebros!

Assim, o governo deu o incentivo organizacional e financeiro para a formação de hubs de desenvolvimento de tecnologia em locais onde já havia uma grande concentração de instituições públicas de ensino superior e também órgãos de defesa do governo nacional — notoriamente, Bangalore, Chennai, Hyderabad, Mumbai, Nova Delhi e Pune.

Durante os anos 90 e início dos anos 2000, várias iniciativas trouxeram o ensino de Tecnologia da Informação para o currículo do ensino básico, agora quase universal no país, com uso predominante de ferramentas de Software Livre no ensino — ver Anexo I.

Juntamos todos os fatores e chegamos ao presente: a cultura anciã de aprendizado, o vasto capital humano e o oportunismo crucial da esfera pública criaram um gigante.

Assim nasceu uma indústria primariamente de exportação que fatura US$74 bilhões ao ano, além de US$31 bilhões ao ano em prestação de serviços de tecnologia (dados de 2018); cerca de dois terços do faturamento do setor de tecnologia é derivado de exportações.


Anexo I — O sistema escolar atual

A Índia está dividida em 28 estados e 7 os chamados “Territórios da União”. Desde 1976, a educação entrou na chamada “lista concorrente”; ou seja, políticas e programas de educação escolar são sugeridos a nível nacional, embora os governos estaduais tenham muita liberdade para implementar seus próprios programas.

Escolas estaduais

Cada estado do país tem seu próprio Departamento de Educação que administra seu próprio sistema escolar com seus próprios livros didáticos e sistema de avaliação. O currículo, a pedagogia e o método de avaliação são amplamente decididos pelo no estado, entretanto, devem seguir as diretrizes nacionais. Todos os alunos do país têm que aprender três línguas: hindi, inglês, e sua língua materna, exceto nas regiões onde o hindi é a língua materna; frequentemente as aulas são ministradas de forma alternada em todos os idiomas.

O caso de Kerala

O estado de Kerala, um pequeno estado na costa sudoeste da Índia, tem se diferenciado do resto do país em muitos aspectos nas últimas décadas. Tem, por exemplo, a maior taxa de alfabetização entre todos os estados e foi declarado o primeiro estado plenamente alfabetizado do país em 1991.

O estado foi o primeiro no país a passar de uma forma comportamentalista de ensino tradicional para um paradigma social construtivista. Foi mencionado no National Curriculum Framework do NCERT no ano 2000, e Kerala começou a experimentá-lo no ano seguinte. A transação em sala de aula e a metodologia de avaliação foram alteradas.

Em vez de perguntas diretas que só poderiam ser respondidas através da memorização das aulas, perguntas indiretas e perguntas abertas foram incluídas para que o aluno precisasse pensar antes de responder, e as respostas pudessem ser subjetivas até certo ponto. Isso significava que os alunos teriam que digerir o que estudaram e deveriam ser capazes de usar seu conhecimento em uma situação específica para responder às perguntas.

Ao mesmo tempo, o novo método tirou muita pressão e as crianças começaram a achar os exames interessantes e agradáveis ​​ao invés de estressantes. Juntamente com isso, foi introduzido um sistema de Avaliação Abrangente e Contínua, que levava em consideração a personalidade geral do aluno e reduzia a dependência de um único exame final para decidir a promoção para a classe seguinte. Atualmente, essa estratégia foi adotada em âmbito nacional.

Kerala também foi o primeiro estado do país a introduzir a Tecnologia da Informação como matéria de estudo no Ensino Médio, em 2002. Foi iniciado no oitavo ano, com a introdução de um livro didático apresentando o Microsoft Windows e o Microsoft Office. Mas, dentro de um ano, o governo foi forçado a incluir o Software Livre no currículo por protestos de entusiastas do Software Livre e uma posição favorável tomada por uma associação de professores de escolas que tinha a maioria dos professores do governo como seus membros.

Saiba mais sobre as possibilidades e importância do uso de Software Livre em plataformas de desenvolvimento de websites neste artigo.

Eventualmente, a partir de 2007, apenas GNU/Linux passou a ser ensinado nas escolas, e todos os computadores nas escolas tinham apenas GNU/Linux instalado. Naquela época, talvez até hoje, essa era a maior instalação de GNU/Linux em escolas, e virou manchete até em outros países. Todos os anos, de 2007 em diante, cerca de 500.000 crianças saem das escolas aprendendo os conceitos por trás do Software Livre e do sistema operacional GNU/Linux e aplicativos.

O estado agora está se movendo em direção à educação habilitada para TI. Eventualmente, TI não será ensinada como uma disciplina separada. Em vez disso, todas as disciplinas serão ministradas com o auxílio da TI para que as crianças, por um lado, aprendam habilidades em TI e, por outro, façam uso de aplicativos educacionais (como os mencionados abaixo) e recursos da Internet ( como material textual de sites como Wikipedia, imagens, animações e vídeos) para estudar seus assuntos e fazer exercícios.

A iniciativa de Kerala agora está influenciando outros estados e até mesmo as políticas do governo da Índia. Estados como Karnataka e Gujarat estão agora planejando introduzir o Software Livre em suas escolas, e alguns outros estados como Maharashtra estão avaliando a opção.

A nova política educacional do Governo da Índia fala sobre construtivismo, educação habilitada para TI, Software Livre e compartilhamento de recursos educacionais. Depois que alguns dos maiores estados migrarem com sucesso para o Software Livre, espera-se que todo o país faça o mesmo em um tempo relativamente curto. Quando isso acontecer, a Índia poderá ter a maior base de usuários GNU/Linux e Software Livre do mundo.

Perspectivas Cinematográficas: Principais Planos do Audiovisual

Um bom enquadramento passa sensações de maneira imperceptível para o observador. Entendendo como essas sensações foram transmitidas, torna-se possível reproduzi-las em qualquer outra cena. O enquadramento é o que chamaríamos, dentro das artes plásticas, de perspectiva. É a escolha do artista de como mostrar a cena ao observador, como, por exemplo, fez Diego Velázquez em sua obra mais notória “As Meninas”.

As Meninas (1656), Diego Velázquez

Nessa pintura, é importante notar que o próprio Velázquez explorou a questão de perspectiva, colocando-se como personagem à esquerda da tela. Isso não foi somente uma maneira aleatória que ele decidiu pintar, a perspectiva vai muito além disso. Nessa obra, ela mostra como as pessoas eram colocadas diante da nobreza dentro desse contexto histórico. 

Seria essa a primeira Selfie em grupo da história ou apenas uma pintura que também mostra o backstage? Por essas e outras dúvidas cruéis que essa obra tornou-se uma das mais enigmáticas da história.

No cinema e na fotografia, isso não é diferente. O enquadramento é algo tão importante dentro do audiovisual justamente porque ele mostra não somente uma cena, mas todas as questões que circundam ela, como relacionamentos entre as personagens ou sentimentos. Existem diversas técnicas de enquadramento que podem ser aplicadas, como as seguintes.

Principais planos do cinema

  • Plano Geral (very long shot) P/G
  • Plano Médio (long shot) P/M
  • Plano Americano (mid shot) P/A
  • Primeiro Plano (close-up) P/P  
  • Primeiríssimo Plano (big close-up) Pº/P
  • Plano Detalhe (extra-big close-up) P/D
  • Plano Inicial (Stock Shot)
  • Plano Seqüência

Entenda todos os planos de gravação audiovisual

Plano Geral

O Plano Geral é um panorama da cena, contextualiza a situação da personagem. Geralmente esse enquadramento isola a figura em uma paisagem ampla para demonstrar a importância dela nesse ambiente.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), dir. Glauber Rocha

No filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, por exemplo, o plano geral é usado para mostrar Corisco diante da vastidão do sertão. Apesar de algo extremamente importante estar acontecendo atrás, somos levados pelo enquadramento a ignorar a situação e enxergar o cangaceiro como uma figura messiânica, mesmo estando longe disso.

Plano Médio

O plano médio é uma visão aproximada do assunto. O foco deixa de ser o contraste da figura com o ambiente e se torna a relação entre eles.

Essa cena do filme Trainspotting (1996), por exemplo, ainda mostra um pouco do ambiente, porém o foco é levantar questões sobre as personagens e quem elas são.

Plano Americano

Mostrando as pessoas do joelho para cima, esse plano costuma dar ênfase às relações entre duas ou mais personagens. Mesmo com alguma participação do ambiente, esse enquadramento se aproxima mais do campo das expressões.

La Haine (1995), dir. Mathieu Kassovitz

O filme “O Ódio” (em francês “La Haine”) usa o Plano Americano para mostrar o relacionamento entre os três amigos protagonistas. Além de dar ênfase às suas expressões perante à marginalização sendo imigrantes suburbanos.

Primeiro Plano

Também conhecido como close-up é um enquadramento clássico usado para expressividade. Ele foca no rosto das personagens e nos deixa a par dos sentimentos delas através das expressões destacadas.

La Haine (1995), dir. Mathieu Kassovitz

Novamente em La Haine, o foco na expressão expõe o ódio que o protagonista deseja demonstrar à sociedade. O primeiro plano é ideal para a mensagem que o diretor quer passar com a cena.

Primeiríssimo Plano

O primeiríssimo plano é o enquadramento que mais mostra a expressão das personagens. Usado para chocar, ele enfoca algum elemento do tema, como por exemplo a mão sangrenta de Travis em Taxi Driver ou a peixeira que cria uma divisória no rosto de Corisco em Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Taxi Driver (1976), dir. Martin Scorsese

Aqui, Scorsese quer chocar a plateia mostrando a transformação de Travis, que está no ápice da sua “jornada do anti-herói”. Para isso, ele aplica o enquadramento que mais traz proximidade à expressão do personagem.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), dir. Glauber Rocha

No caso de Corisco, Glauber Rocha quer explorar a dualidade do personagem. Usando a própria arma de Corisco como divisória, ele consegue colocar em contraste o homem que era e o homem que a perseguição o tornou.

Plano Detalhe

Esse plano é usado para enfatizar coisas essenciais à trama que podem passar despercebidas, além de causar impacto visual e emocional ao espectador.

Taxi Driver (1976), dir. Martin Scorsese

Nessa cena do filme Taxi Driver (1979) de Martin Scorsese, o detalhe é o espelho retrovisor do carro com o olhar de Travis. O espelho é a principal maneira que um motorista de táxi enxerga seus passageiros, assim sendo o único meio de contato que Travis tem com a vida daquelas pessoas. Dando enfoque a um olhar que poderia passar despercebido, porém que é extremamente representativo da transformação do personagem durante a trama.

Plano Inicial

O plano inicial é usado para situar o público sobre a ambientação do filme. Também pode ser considerado um plano de passagem quando a ambientação muda, como por exemplo em uma viagem da personagem.

O Iluminado (1980), dir. Stanley Kubrick

No caso de O Iluminado, o filme começa com um plano inicial do Fusca andando pelas montanhas do Colorado. Assim, os espectadores já estão situados da ambientação da trama antes mesmo de conhecer as personagens.

2001: uma odisséia no espaço (1968), dir. Stanley Kubrick

Em 2001: Uma Odisséia no Espaço, Kubrick utiliza-se da mesma técnica de enquadramento para deixar o espectador a par da ambientação.

Plano Sequência

O plano sequência ocorre em takes longos, nos quais o plano muda sem cortes conforme a cena acontece. Existem diversos métodos de filmagem para trazer qualidade a um plano sequência, o mais famoso sendo o estabilizador “Steadicam”.

Para exemplificá-lo, há a cena no Copacabana Place em “Os Bons Companheiros” de Scorsese. Com pouco mais de 3 minutos, a cena mantém-se dinâmica e interessante mesmo tendo sido feita em apenas um take.

Aprenda e pratique os enquadramentos clássicos do cinema em casa!

Para produzir vídeos de qualidade, o enquadramento é um fator importantíssimo, portanto vale a pena refletir qual o melhor modo de enquadrar para passar as sensações desejadas à sua audiência. 

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Se você se interessa por marketing digital, tecnologia, design e/ou audiovisual, confira nossos outros artigos!

Cresça exponencialmente seu business com Growth Hacking

O termo Growth Hacking é geralmente utilizado no sentido de crescer um comércio, negócio ou um business em um ritmo exponencial. Parece o sonho de qualquer empreendedor, correto?

O problema é que geralmente os empresários esquecem alguns pontos críticos e importantes antes de crescer exponencialmente.

E o resultado que nos alarma é que observamos situações em que se acaba investindo dinheiro abundante, pulando etapas importantes e sem controle de recursos, mudando de estratégia antes de ser possível verificar a funcionalidade dela.

Etapas críticas para o sucesso de um bom Growth Hacking

Então como se cresce exponencialmente, seguindo as etapas importantes e críticas para o sucesso de estratégias que hackeiam os sistemas? Sean Ellis, da Startup Growth Pyramid e o inventor do termo, pensou deste modo para ilustrar as etapas mais importantes desta metodologia:

Começaremos falando pela base da pirâmide: encontre onde que seu produto encaixa dentro de um mercado, aprenda a falar e comunicar sobre seus valores e sua cultura. Se você não encontrar ninguém que se importe com seu produto, não há hacks e nem estratégias que possam alavancar suas vendas. Mesmo que o produto seja de graça, se não encontrar onde ele se encaixa e onde o consumidor está, ninguém vai o querer.

Conteúdo relevante para entender
como grandes empresas cresceram
com marketing.

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No meio da pirâmide, com o fim de fazer um backlog de ideias, é feito uma análise métrica dos canais já trabalhados a partir de uma linha editorial, garantindo o cruzamento dos valores da empresa, são criadas e desenvolvidas hipóteses de campanhas, ações e de seus canais de divulgação, é estudada a resposta do público e possíveis respostas da empresa e, por fim, outras possibilidades de comercialização do seu produto.

Anteriormente comentei sobre qual a ligação da cultura com o marketing, entretanto, compreendemos que um business não funciona como um hipotético Bar do João, onde as pessoas vão porque gostam de como João leva seu comércio, cozinha seus pratos típicos e como instrui o seu único funcionário a atender clientes.

Dentro de um business que esteja alinhado com a metodologia de Growth Hacking, é interessante que você teste os valores e a cultura. Caso contrário, como você vai saber o melhor valor para ele?

Os testes devem ser constantes

Para hackear os sistemas e ter um crescimento exponencial, é necessário somar mentes brilhantes de diferentes areas para multiplicar o conhecimento: tecnologia, marketing, análise de informações, design e experiência de produto.

É importante compreender como funciona seu funil de vendas completamente, onde o seu potencial consumidor está e entender como impactar no momento correto, com a experiência correta.

Os impulsionamentos em displays de medias devem ser calculados e analisados metodologicamente e com criatividade. Assim, você garante o sucesso do crescimento exponencial que o Growth Hacking propõe.

Growth Marketing é sinônimo de crescimento seguro, conciso e exponencial.

Converse com um especialista de projetos da Yala

Webinar: Site não é produto, é projeto.

Seguindo o ciclo de palestras online do Rotary Club de Itatiba, o nosso CEO da Yala Agency, Rafael Cintra palestrará sobre o tema “Site não é produto, é projeto” no próximo dia 27 de agosto, às 20h. 

O webinario abordará como deve ser a percepção de um Comércio Digital e suas estratégias.

As palestras vêm ocorrendo desde o início do mês com objetivo de incentivar o uso das mídias sociais para impulsionar sua marca e melhorar o desempenho das vendas, ainda mais neste período de quarentena.

“Nesse tempo difícil que estamos passando, o melhor é que todos nós saibamos muito bem o potencial de nossa cidade e assim todos podem dar prioridade nas compras em produtos e serviços de nossa gente, ajudando uns aos outros como uma forma saudável e solidária de vencermos as dificuldades e limitações dos negócios”, ressaltou o vice-presidente, Richard Kraus.

Conheça o palestrante

Rafael Cintra é formado em Sistemas de Informação pela PUC-Campinas, especialista em Gestão de Projetos.

Trabalhou com portais de alto volume de tráfego, como a Infomoney e o Motonline. Atuou com otimização de SEO, estratégias de geração de tráfego, leads e conversão, otimização de performance de sistemas e serviços.

Arte do webinario

Inscrições

A inscrição é gratuita, portanto, para participar basta enviar uma mensagem no Whatsapp (11) 99974-7144 e aguardar o link para a sala do Google Meetings.


WEBINAR – Site não é produto, é projeto

27 de agosto de 2020, Google Meetings, às 20h00.


Possibilidades do Comércio Digital em 2020

Que a atual situação trouxe mudanças nas interações comerciais é bastante claro: o faturamento em e-commerces subiu 42% durante a pandemia, se comparado ao período anterior.

Já a Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) calcula que o comércio digital aumentou em cerca de quatro milhões de novos clientes, criando a necessidade de se destacar diante dos concorrentes.

Além do senso comum

Apesar de relacionarmos o comércio digital apenas a uma loja dentro do site, o que possibilita uma série de estratégias e personalizações, hoje vivemos a ascensão dos marketplaces — um shopping virtual que centraliza lojas dos mais diversos segmentos.

Outras ferramentas, como o Instagram Compras e o Facebook Marketplace, aproximaram os consumidores das marcas e ganharam o título de comércios digitais.

Estratégias x Nichos

Você precisa saber qual a melhor estratégia para seu segmento.

Se para o segmento fashion o Instagram é um prato cheio para engajamento e conversão, para ampliar o networking de um consultor de empresas a yala.agency lançou mão de estratégias de marketing de posicionamento via LinkedIn.

Marketing de influência

Outra realidade em 2020 é o uso de influenciadores para divulgação de marcas e produtos. O Instituto de Pesquisa Qualibest aponta que 73% dos brasileiros já compraram algo porque foram digitalmente influenciados.

Em 2015, o Google já previa que as regras do jogo de compra mudariam. Antes, o processo de decisão de compra era pautado pelo deslocamento até a loja física, onde o consumidor poderia tirar eventuais dúvidas e, finalmente, fechar negócio. Hoje, você provavelmente já passou inúmeras horas pesquisando e lendo reviews em blogs, fóruns ou canais de YouTube sobre determinado produto… ou, ainda, foi assertivamente influenciado por campanhas de marketing direcionadas àqueles que estão mais próximos de uma conversão — os entusiastas.

Atenção!

Ainda que possamos observar um cenário repleto de possibilidades, é importante ressaltar que somente 5% do varejo brasileiro está na internet.

O momento pede inteligência. É hora de pensar na melhor estratégia digital para o seu projeto.

Aqui na yala.agency nós podemos te ajudar. Bata um papo com um de nossos especialistas e descubra como vender mais na internet.

Tendências para o Webdesign em 2020

Atualmente, a grande maioria das pessoas que integram o mundo da comunicação, internet e tecnologia sabe que pensar com Design nunca foi pensar com estética. Pensar com design é chegar a um equilíbrio entre o bonito, o prático e o funcional.

Como já dizia Steve Jobs,

Design não é apenas o que parece e o que se sente. Design é como funciona.

A internet e suas tendências

Há 25 anos que a internet vem revolucionando a vida de todos e transformando hábitos e maneiras de se comunicar. Temos redes sociais, lojas virtuais, plataformas de vídeo e muitas outras ferramentas à disposição.

Não à toa a internet ganhou da ONU (Organização das Nações Unidas) o Dia Mundial da Internet comemorado em 17 de maio. Esse marco foi estabelecido a fim de promover ainda mais a inclusão digital no mundo.

Hoje, nós, enquanto usuários da internet, procuramos cada vez mais por soluções rápidas e práticas. Em linhas gerais, buscamos a facilidade.

Mas, afinal, quais as tendências de 2020 para o webdesign?

O ano de 2020 trouxe, principalmente, simplicidade.

As tendências em webdesign para este ano baseiam-se numa aparência clean, com elementos minimalistas e poucas informações visuais. Confira a lista que desenvolvemos, dividida entre funcionalidade e estética.

Funcionalidade

1. Menos é mais

Com certeza você já ouviu por aí essa expressão… E ela faz total sentido para o mundo web.
Sites com menos elementos carregam muito mais rápido. Assim, o usuário se sente confortável e satisfeito com a navegação, principalmente pelo grande número de pessoas que utilizam a internet pelo celular: são mais de 154 milhões de chips 4G em operação no Brasil.

Para saber se seu site está carregando rápido, basta acessar a ferramenta Think with Google. Ela calcula o tempo que seu site leva para carregar baseado em uma conexão 4G, classificando a velocidade como rápida, na média ou lenta.

2. Mobile first

Mobile first é um conceito aplicado no desenvolvimento de sites e projetos da web elaborado por Luke Wroblewski em 2009. Em 2010, o desenvolvedor transformou sua ideia em um livro homônimo, Mobile First (da editora A Book Appart).

Inicialmente pensada para dispositivos móveis, a arquitetura dos websites é posteriormente aplicada em desktops. A técnica tem se popularizado cada vez mais, afinal, desde 2010 o número de usuários de dispositivos móveis só tem crescido.

3. One page e transições na vertical

Seguindo a premissa do mobile first, outra tendência são os sites one page. Neles, as transições verticais podem ser muito bem aplicadas: o movimento de “rolar” o site para cima ou para baixo gera familiaridade e aprimora a usabilidade tanto nos dispositivos desktop quanto mobile. Isso acontece porque o usuário se sente mais confortável com o fato de não ter que sair de onde está para acessar uma informação, além de não ter que esperar o carregamento de uma nova página.

Visual

1. Textos e elementos excessivamente grandes

Discrição definitivamente não é uma das tendências de 2020.

Sites com letras garrafais e elementos isolados, em tamanho grande, estão sendo muito utilizados. Principalmente quando aplicados em fundos claros ou apresentados de forma clean.

Além da fácil leitura, atraem o olhar do usuário e comunicam de maneira rápida o assunto a ser abordado.

Muitos textos apresentam também o uso de serifas nas fontes. Muitos já ouviram falar que as fontes com serifa são adequadas para impressão e, as sem serifa, para tela digital… mas isso está mudando.

Isso pode ser observado na imagem abaixo, onde temos um slider da homepage do Mailchimp (plataforma de e-mail marketing muito popular), que é conhecido por um visual limpo e confortável.

2. Ilustrações e animações simples

Antigamente, era muito comum encontrar sites com fotos estouradas no banner principal, texturas de fundo, manipulações gráficas e outros elementos bastante exagerados.

Agora a tendência é a simplicidade, então animações e ilustrações minimalistas se tornaram elementos visuais para apoiar a mensagem que está sendo passada e, consequentemente, criam uma identidade para a marca.

Além de deixar o site mais dinâmico, animações inseridas no momento certo podem ser decisivas para orientar o usuário a tomar a ação desejada.

3. Formas naturais e orgânicas

Simetria não será o forte nos elementos visuais de 2020.

As ilustrações minimalistas são acompanhadas por formas orgânicas e suaves.

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4. Paletas em P&B e tons pasteis

Não poderíamos nos esquecer das cores… ou da ausência delas. ?

Já foi comprovado que fundos claros para sites causam mais conforto visual para os usuários. Por isso, tons claros estão sendo cada vez mais utilizados nos websites de hoje em dia.

O uso de preto e branco e cores sólidas, não tão vibrantes, tem sido cada vez mais aplicado, gerando assim um contraste respeitavelmente bonito.

5. Muito espaço branco

No design, chamamos de espaço branco ou negativo a área em branco entre os diferentes elementos de design.

Atualmente, os sites apresentam menos informações visuais. Ou seja, o espaço branco está tomando conta. Usar um bom espaçamento faz qualquer página do site transmitir a sensação de equilíbrio.

Abaixo, um exemplo de uma seção presente na homepage do site da yala.agency:

Conclusão

2020 é um ano repleto de tendências que perdurarão. E todas elas se resumem a três objetivos: rapidez, boa estética e funcionalidade.

Os websites cada vez mais priorizarão informações relevantes. Por isso, é necessário acompanhar a preferência e experiência dos usuários.

Com muitos usuários de dispositivos móveis, a internet valorizará sites que não desperdiçam o tempo do usuário, destacando informações e elementos interessantes.

O ideal é equilibrar o uso excessivo uso do branco com fontes em tamanho maior do que o usual e ilustrações e efeitos minimalistas, eliminando todos os elementos desnecessários.

O ano de 2020 será eficiente, bonito e carismático. Afinal, as empresas estão estreitando os laços com seus clientes e seguidores por meio da internet, tornando tudo muito mais pessoal